segunda-feira, 2 de Maio de 2011

Povo português - mudem por favor



Um povo imbecilizado e
resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta
de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma
rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as
orelhas é capaz de sacudir as moscas...



Guerra Junqueiro, in Pátria,
escrito em 1896



segunda-feira, 18 de Abril de 2011

"Portugal é um país geométrico : é rectangular e tem problemas bicudos, discutidos em mesas redondas por bestas quadradas" (naõ sei quem disse, mas está certo)"

sábado, 26 de Março de 2011

(Publico tal como recebi, por considerar EXCELENTE e Urgente aprender com o passado).

Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível , dinheiro no bolso . Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego... A vaquinha emagreceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música, bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer_coisa_phones ou i_pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego , mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura, capacidade e competência, solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim.

Que pena não saber o nome do Anónimo que escreveu um tão bom texto... cabe a todos interrogarmo-nos... isso sim!!!

segunda-feira, 21 de Março de 2011

A VIDA

A vida é feita de pequenos nadas,
Nadas esses que todos juntos fazem um todo,
Todo esse que traduz toda a nossa existência e passagem por este Mundo,
Mundo cão, mundo cruel:
Onde a Guerra supera a Paz,
Onde a Miséria supera a Riqueza,
Onde a Fome supera a Fartura,
Onde o Bem supera o Mal,
...
Onde a Mentira supera a Verdade,
Verdade que se "procura num poço sem fundo"...
Carlos Silvestre
Este pequeno pensamento é dedicado a todos aqueles que acreditam e buscam o bem, o progresso, a liberdade, a verdade, a justiça, enfim a perfeição.... o Mal só vingará se não houver MULHERES e HOMENS BONS e de BONS COSTUMES...

terça-feira, 15 de Março de 2011

O PROBLEMA DO FRANGO ATRAVESSAR A RUA SEGUNDO A OPINIÃO DE ILUSTRES PENSADORES DO PASSADO E DO PRESENTE




O frango atravessou a rua porquê?




Professora do 1º Ciclo


"Porque o frango queria chegar ao outro lado da rua."


Criança


"Porque sim."


Platão


"Porque queria alcançar o Bem."


Aristóteles


"Porque é da natureza do frango atravessar a rua."


Descartes


"O frango pensou antes de atravessar a rua, logo, existe."


Rousseau


"O frango por natureza é bom; a sociedade é que o corrompe e o leva atravessar a rua."


Freud


"A preocupação com o facto de o frango ter atravessado a rua é um sintoma de insegurança sexual."


Darwin


"Ao longo dos tempos, os frangos vêm sendo seleccionados de forma natural, de modo que, actualmente, a sua evolução genética fê-los dotados da capacidade de cruzar a rua."


Einstein


"Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu em direcção ao frango, depende do ponto de vista... Tudo é relativo."


Martin Luther King


"Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos livres podem cruzar a rua sem que sejam questionados os seus motivos. O frango sonhou.


George W. Bush


"Sabemos que o frango atravessou a rua para poder dispor do seu arsenal de armas de destruição maciça. Por isso tivemos de eliminar o frango."


Cavaco Silva


"Porque é que atravessou a rua, não é importante. O que o país precisa de saber é que, comigo, o frango vai dispor de uma conjuntura favorável. Não colocarei entraves para o frango atravessar a rua."


José Sócrates


"O meu governo foi o que construiu mais passadeiras para frangos. Quando for reeleito, vou construir galinheiros de cada lado da rua para os frangos não terem de a atravessar."


Mário Soares


"Já disse ao frango para desistir de atravessar a rua! Eu é que vou atravessar! Não vou desistir porque sei que os portugueses querem que eu atravesse outra vez a rua!!!"


Manuel Alegre


"O frango é livre, é lindo, uma coisa assim... com penas! Ele atravessou, atravessa e atravessará a rua, porque o vento cala a desgraça, o vento nada lhe diz!"


Jerónimo de Sousa


"A culpa é das elites dominantes, imperialistas e burguesas que pretendem dominar os frangos, usurpar os seus direitos e aniquilar a sua capacidade de atravessar a rua, na conquista de um mundo socialista melhor e mais justo!"


Francisco Louçã


"Porque é preciso dizer olhos nos olhos que só por uma questão racista o frango necessita de atravessar a rua para o outro lado. É uma mesquinhice obrigar o frango a atravessar a rua!"


Valentim Loureiro


"Desafio alguém a provar que o frango atravessou a rua. É mentira...!!! É tudo mentira!!!"


Paulo Bento


"O frango atravessou a rua tranquilamente... Era isso que esperávamos e foi isso que aconteceu, com muita naturalidade. O frango ainda é muito jovem e estas coisas pagam-se caro, com tranquilidade!!!"


Zézé Camarinha


"Porque foi ao engate! É um verdadeiro macho, viu uma franga camone do outro lado da rua e não perdoou. Deu um créu nela!!!"


E a Loira Lili Caneças...


"Porque se queria juntar aos outros mamíferos."


Autor, por mim, desconhecido... mas que merece a minha admiração...

domingo, 13 de Fevereiro de 2011

O Triângulo da Existência, a Realidade e a Crise

O Triângulo da Existência, a Realidade e a Crise
Sou um humanista por convicção. Cada vez mais estou certo disso. Não tenho raiva, nem ódio de ninguém, mesmo quando sou prejudicado, depreciado e caluniado e, sobretudo, não sofro da arma dos INCOMPTENTES, o mal de INVEJA… Aliás, para mim, se os que me rodeiam (conhecidos ou não) estiverem bem na vida, melhor, e se eu os conhecer, bem melhor ainda…
Neste tempo de crise (já passei por uma, vim de mãos a abanar de Angola, sei o que é sofrer e por isso, tenho a certeza que estarei preparado), acredito que só pela união e junção de esforços das pessoas - Humanismo (foi assim na altura, muita solidariedade), poderemos ultrapassar os problemas. Problemas que fazem parte daquilo que eu chamo de Triângulo da Existência: Homem (H), Sociedade (S) e Natureza (N). Daí que, como humanista, também sei que como Homens/Mulheres só temos razão de existir se, por um lado, conseguirmos viver em Sociedade (não a actual e à qual eu chamo de intelecto-bárbara e, cada vez mais, selvagem) e, por outro, respeitarmos a Natureza (ela vai ser, mais uma vez, o nosso garante; não serão os “mercados”, esse monstro inventado pela ganância do Homem e pela estupidez da Sociedade – pessoas).
A realidade é, por isso, inexistente. Isto é, a realidade não existe, o que existem são diferentes realidades, imaginadas e vividas por cada um de nós (veja-se o estado em que estamos e o despesismo que foi este tempo de festas).
Neste sentido, se nos colocarmos, como Homens, no centro do Triângulo da Existência, o que vamos conseguir é aquilo que eu denomino uma realidade umbiguista (egoísta) e que não olha a meios para atingir os fins.
Por outro lado, se colocarmos a Natureza no centro desse Triângulo, o Homem, pouca margem de manobra terá e pouco poderá fazer, portanto, se a Natureza dominar os fundamentalismos da existência, a razão de existirem pessoas no mundo é nula.
Por fim, se exacerbarmos a Sociedade, esquecendo que ela é composta por homens que têm que viver em comunhão consigo próprios, com os outros Homens e com a Natureza, teremos aquilo que hoje existe, ou seja, diferentes realidades a que chamamos Crise: crise financeira, económica, ambiental, da família, do trabalho, do emprego, da saúde, da sustentabilidade, da agricultura, da pesca, do petróleo, dos “mercados” (este monstro sem rosto), do euro, da Europa, do mundo…
Resumindo, a crise é o resultado do fundamentalismo de qualquer um dos três vértices do triângulo da Existência que falei. Porém, para mim, a maior realidade é a crise da Educação, da Moral, da Ética, enfim dos Valores (não os materiais).
Como humanista que sei para onde vou (para a natureza) e de onde vim: de famílias pobres e humildes, mas livres e de bons costumes, que tiveram de vencer, não à custa de tudo e de todos, mas à custa de muito chá no berço (a água e as ervas da natureza não são muito caras e algumas até só dão trabalho a apanhar, pois são grátis) para poder cumprir as regras/normas da sociedade e os valores: do bem, da ordem, da justiça e do respeito pela Natureza e pela Sociedade, ou seja, pelas pessoas que a compõem, aquilo que vos posso garantir e que acredito piamente é que, a única realidade que é urgente perseguir, é a realidade da busca do Poder na Educação/Formação das pessoas. Foi isso que sempre disse e escrevi ao longo da minha vida (está publicado) e é isso que me permite dizer que a CRISE (realidade) que temos, só a ultrapassaremos se as pessoas forem Educadas/Formadas permanentemente e ao longo da vida (são coisas diferentes) e acreditarmos uns nos outros (Educação/Formação Comunitária). Não precisamos de Educação/Formação onde as pessoas são uma estatística com canudo. Precisamos, sim, é de dar poder (Empowerment) Educador/Formador às pessoas e às comunidades para que elas façam do H, da S e da N um verdadeiro Triângulo de Existência.
Fico triste e alegre (uma vez que mais vale tarde que nunca) ver alguns homens da nossa cidade, do nosso Portugal e do nosso mundo escrever e dizer, só mais tarde, algumas verdades/realidades que sempre o foram, mas que, enquanto eles tiveram poder para as alterar, nada fizeram e deixaram-se levar pelo Monstro, ou seja, pelo fundamentalismo de um dos 3 pólos do Triângulo da Existência.
Aprendamos a Desaprender e vejamos que só o H, a N e a S juntos poderão promover uma nova realidade. Essa realidade só tem um caminho: o da Educação/Formação. Acreditem que só através da Educação/Formação poderemos aprender os Valores, a Moral, a Ética, a economia… enfim, o Homem, a Natureza e a Sociedade. Comecemos, então, pela Educação e Formação dos Adultos, pois esses é que estão mal educados/formados e são um mau exemplo para as nossas crianças e jovens.
Combatamos os vícios (principalmente a inveja) e exaltemos as virtudes que existem em cada um de nós. Estudemos e trabalhemos e seremos recompensados.
Termino com esta questão:
Acham que devemos cortar despesa na Educação/Formação das pessoas?
Carlos Silvestre

quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

BOAS FESTAS, FELIZ NATAL e BOM 2011

Há muito tempo que aqui não escrevia...
Aproveito a hipocrisia de alguns, a malvadez de outros e o maior mal do mundo de quase todos: a INVEJA, para desejar (excluindo estes, claro) aos que com a mensagem abaixo se identificarem, o seguinte:
I
Nesta Quadra tão distinta,
Quando os corações amolecem,
Há pessoas com muita pinta...
E, por isso, tudo merecem!!!...

II
Não sou poeta Arcano,
Nem me identifico como tal,
Desejo-te um excelente ano
E um brilhante e Feliz Natal!!!...
:.
:.
Carlos Silvestre (o que faz alguns roerem-se e definhar de tanto mal que possuem)
 
Site Meter